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Excetuando sinais de fumaça, desenhinhos rudimentares e grunhidos, a linguagem da fala e da escrita é a maneira mais primária de comunicação entre os seres humanos. Tão primária (estruturalisticamente falando) que apesar das vertiginosas alterações no mercado da comunicação, ainda não se inventou algo que substituísse efetivamente o uso de palavras. Evidentemente, informações chaves para determinadas ações já podem ser representadas por signos (imagine um sinal de trânsito luminoso onde alternassem as palavras "pare, atenção e passe"), mas informação consistente, coesa e de significado minimamente complexo depende de argumentação permeada por conceitos linguísticos para ser entendida.
Quando se fala em parâmetros mundiais, a língua é o maior desafio da arquitetura de informação. Mas em padrões regionais, ela também pode representar grandes problemas. Segundo o CETIC, mais de 58% dos usuários de internet no Brasil têm entre 18 e 24 anos, sendo que os níveis de analfabetismo funcional apresentam seus maiores índices nessa faixa de idade, o que comprova que o nível linguístico-cultural do usuário não é lá uma maravilha. O redator de um site deve produzir seus textos segundo alguns parâmetros básicos da arquitetura de informação para que não hajam problemas relacionados tanto pelo vocabulário limitado da maioria dos usuários, quanto pela utilização de termos técnicos, neologismos e uma infinidade de "tralhas" linguísticas que são resultado das constantes mudanças na sociedade.
Determinar o público alvo de um projeto de mídia (afinal, internet é o quê?) é a principal maneira de se evitar problemas linguísticos. Não se deve também ofender a inteligência do usuário usando palavras simplificadas ao extremo em lugares onde se espera um nivel cultural mais elevado deste, mas isso não justifica relativizar e usar expressões fora do padrão só para agradar. Os meios de comunicação são feitos para acrescentar algo ao receptor, não para deixá-lo mais burro ( teoricamente... )
