Mapa do site

    A  maioria das definições básicas de arquitetura de informação inclui junto com a questão do entendimento e organização dos elementos na página, o atributo do bom fluxo entre as páginas. Em outras palavras, abrange os conceitos de macro e micro navegação. Tudo bem, até aí qualquer um que tenha dado uma fuçada profunda nos blogs sobre o assunto tem uma noção satisfatória. A questão é: sendo os sites bem organizados e com uma sequência coerente de informações devidamente planejada e executada, qual a necessidade de um mapa para se localizar neste território?  A presença de um mapa do site, dá lugar a duas interpretações: a primeira de que o site tem uma navegabilidade deficiente e que precisa de uma orientação a mais para que o usuario possa se localizar e encontrar o que procura. A segunda, caso o site realmente tenha uma boa navegação, é de que o sitemap não passa de uma redundância, o que mostra desleixo na organização do conteúdo.
    Um bom site é aquele que não precisa de mapa. Por mais complexo que seja o conteúdo, a organização inteligente deste tem que ser o suficiente para que o usuário possa encontrar o que necessita sem pensar: "é, vou ter que olhar o mapa, porque por aqui está difícil", ora se está difícil, é porque está ruim, se está ruim é porque precisa ser modificado.
    O mapa do site deve ser uma ferramenta usada pelo arquiteto de informação para organizar os conceitos e gerenciar o conteúdo a partir de um rol de dados organizados. A partir deste mapa instrumental é que se deve planejar a disposição dos elementos na página de forma que estes fiquem ainda mais inteligíveis do que no mapa inicial. O site map serve para suprir uma deficiência, mas se podemos curar o paralítico para que preocupar-se com a muleta?     

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