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Paixão intelectual é a paixão pelo conhecimento. Fica até bonito pensar em alguém que tenha verdadeiro prazer em aprender coisas, mas como toda paixão, ela pode ter algo de proibido. O grande problema de se apaixonar pelo conhecimento, é cair no eruditismo. Intelectualismo, eu diria. Muito diferente de quem tem amor pelo conhecimento. Amor exige um compromisso, doação de si mesmo para o que se ama, para que isso gere algo bom ou o bem como fim simplesmente. Logo, os que amam o conhecimento, têm um compromisso com suas idéias, e com as informações que aprende, e fazem ( ou pelo menos tentam fazer), algo de bom com elas.
Pra fugir um pouco do filosofismo, vou dar exemplos práticos. Os apaixonados pelo conhecimento, estão preocupados em saciar o próprio prazer. São aqueles que gostam de uma discussão onde sempre sai alguém humilhado, que gostam de escrutinar detalhes irrelevantes quando avaliam algo, em busca de erros primários que servem de material para uma bom esporro no avaliado. Acho que muita gente já teve a feliz oportunidade de cruzar com alguém assim. Feliz porque teve a oportunidade de reconhecer, o quanto é lamentável alguém possuir um conhecimento respeitável sobre alguma coisa e usá-lo mesquinhamente para massagear o próprio ego.
Amar o conhecimento é muito diferente de ter paixão por ele. Pragmaticamente, devemos saber o porquê é bom sabermos o que sabemos.Ter paciência com as pessoas que sabem menos, e respeito pelas que sabem mais. Falar de amor e paixão é meio compllicado, mas é a gangorra onde nossa vida se equilibra, em todos os aspectos. Ame mais, apaixone-se com calma.
Depois dessa acho que vou ver novela um pouco ...

Criticar é um vício do ser humano pensante. A partir do momento que recebemos o dom de criar, veio junto no pacote um outro dom inerente que é o da crítica. Mas isso é bom. Por um lado, a crítica serve como um ponto de partida na organização dos mais de seis bilhões de universos diferentes que são a mente de cada ser humano. Quando um desses universos decide se manifestar, imediatamente os que se identificam com ele se aglomeram, se organizam e põe suas ações em marcha. O problema é que esses conluios continuam avançando em seu processo comunicacional até se deparar com outros grupos que podem pensar de forma igual, parecida ou totalmente diferente.
O problema principal dessa situação é que a própria crítica passa a se tornar o centro das atenções. Um exemplo disto é a batalha ideológica entre esquerda e direita, que tem focado seus esforços em derrubar o adversário em lugar de se preocupar com o real assunto de interesse, nesse caso, o povo governado. A crítica é uma excelente forma de expressão até o momento em que ela toma o lugar do assunto criticado. Toda crítica passional é suspeita. Independente do que está sendo criticado, a boa crítica é aquela que analisa o que é belo ou bom, segundo o que é verdadeiro e filtrado pela razão.
Antes de descer o verbo em tudo que achamos errado por aí, é importante refletir em que realmente se fundamenta a nossa indignação. Mesmo em coisas simples. Se vemos um buraco na rua ficamos indignados por que o maldito governo capitalista é corrupto e deve ser derrubado, ou o problema é realmente o buraco que incomoda quem passa por ali? É claro que o buraco é consequência desta corrupção, mas o objetivo real de acabar com ela tem que ser os buracos e não a simples raiva contra o "sistema".
Na próxima vez que você vir um site com uma usabilidade tão boa quanto a de uma carreta no centro da cidade, pense se o seu real objetivo de crítica é o usuário que vai sofrer ao entrar ali ou se você está tendo uma reação passional e quer botar fogo no desenvolvedor só porque ele usou flash na estrutura do projeto. No fim das contas, toda idéia tem um fim comum: o bem do ser humano. Qualquer ideologia que se coloque acima disso, é vaidade intelectual e não merece atenção de quem quer o bem pra todos.
Desde a invenção da fala que o homem se esmera em resolver seu maior problema: se comunicar. Grande parte dos problemas da humanidade seriam resolvidos em dois segundos, caso esse aspecto da vida fosse resolvido com eficiência e objetividade. Mas a pergunta que insiste em infernizar a humanidade continua na cabeça de teólogos, sociologos, jornalistas, e de uma série de outros setores da sociedade,enfim, porque as pessoas não se entendem??
A fim de ser mais uma erva daninha nessa gigantesca selva que é o pensamento humano, estou criando esse blog para dar o meu pitaco na formação desse sistema. Comunicação não é uma ciência limitada aos apelos insanos da indústria da opinião estigmatizada ou da publicidade inconsequente, mas sim, um aspecto da sobrevivência - e da experiência - humana, tão importante quanto comer, beber e se reproduzir. Se os ponteiros desse grande e descontrolado relógio que é o pensamento humano não forem acertados, e colocados em consonância de uma forma universal, estaremos condenados à extinção não pela falta de água, comida ou pelo calor escaldante causado pelo aquecimento global, mas pela falta de conhecimento e de tolerância.
Claro que essa teoria do caos é um tanto catastrófica para um primeiro post, mas a idéia é esta. Informação que não causa um efeito objetivo vale menos que uma playboy da Hortência. Nesse blog, o importante é a informação, os estragos e as maravilhas que ela pode causar dependendo das maneiras que ela pode ser produzida e interpretada. Arquitetura de informação, semiótica, linguística, antropologia cultural, literatura, filosofia, análise de linguagens midiáticas são algumas das suntuosas ferramentas que vão ser usadas nessa bendita tarefa de fazer o homem se comunicar melhor para viver melhor.
Se você é jovem e não quer ver seu filho brincando com bonecos atóxicos de "super Bin-laden X Papa-atômico - o caçador de homossexuais subversivos" é melhor começar a se preocupar melhor com o mundo em que está vivendo. Comunique-se, informe-se, aprenda. Como dizem os sábios prolóquios dos narcóticos anônimos; você não faz mais do que a sua obrigação.
