Recently in Arquitetura de Informação Category
Credo! Em primeiro lugar vamos definir os conceitos usados no título. Edição é o processo de seleção de informações para uma melhor adequação em um espaço restrito, seja este espaço visual, sonoro ou outro canal qualquer de informação. Mídias não- lineares são o oposto de mídias-lineares. Óbvio não? Não. Mídias lineares são aquelas em que temos um caminho pré-definido a percorrer no processo de recepção da informação. É o caso da televisão, jornal, revistas, rádio, enfim, qualquer meio em que as informações vêm em uma sequência definida pelo próprio meio, definida pela pessoa do editor.
Quando falamos de mídias não-lineares (Internet, CD-ROM etc.) o receptor tem uma série de caminhos a seguir a partir de um ponto inicial que são definidos por ele próprio. Contudo, o site bem planejado terá uma estrutra que conduza o usuário a absorver as informações necessárias à ele da forma mais rápida e eficiente possível. Esta indução será planejada pelo arquiteto de informação,logo ele irá definir onde estarão os maiores focos de interesse do site e conduzir os usuários por eles, lembrando que, os pontos de interesse podem variar de pessoa para pessoa.
Falando de resultados, toda mídia seja ela impressa, digital, televisiva, radiofônica, têm objetivos e esperam por resultados. Sendo que os resultados são o fim comum dos meios de comunicação, estes devem pensar o máximo possível na reação do receptor frente as informações que este meio produz. Se no caso das mídias lineares esta reação é planejada pelo editor, nos meios não-lineares ela será pensada também pelo arquiteto de informação.
Também porque papel do editor não está obsoleto quando se trata de informações digitais. Mais nestes meios de comunicação, o entendimento do usuário está sujeito a sequência de informações que ele acessa, uma vez que essa sequência não é fechada e inviolável como na TV por exemplo. Portanto, a clara compreensão das informações de um site pelo usuário, é responsabilidade compartilhada pelo editor e pelo arquiteto de informação.
Um bom site é aquele que não precisa de mapa. Por mais complexo que seja o conteúdo, a organização inteligente deste tem que ser o suficiente para que o usuário possa encontrar o que necessita sem pensar: "é, vou ter que olhar o mapa, porque por aqui está difícil", ora se está difícil, é porque está ruim, se está ruim é porque precisa ser modificado.
O mapa do site deve ser uma ferramenta usada pelo arquiteto de informação para organizar os conceitos e gerenciar o conteúdo a partir de um rol de dados organizados. A partir deste mapa instrumental é que se deve planejar a disposição dos elementos na página de forma que estes fiquem ainda mais inteligíveis do que no mapa inicial. O site map serve para suprir uma deficiência, mas se podemos curar o paralítico para que preocupar-se com a muleta?
Excetuando sinais de fumaça, desenhinhos rudimentares e grunhidos, a linguagem da fala e da escrita é a maneira mais primária de comunicação entre os seres humanos. Tão primária (estruturalisticamente falando) que apesar das vertiginosas alterações no mercado da comunicação, ainda não se inventou algo que substituísse efetivamente o uso de palavras. Evidentemente, informações chaves para determinadas ações já podem ser representadas por signos (imagine um sinal de trânsito luminoso onde alternassem as palavras "pare, atenção e passe"), mas informação consistente, coesa e de significado minimamente complexo depende de argumentação permeada por conceitos linguísticos para ser entendida.
Quando se fala em parâmetros mundiais, a língua é o maior desafio da arquitetura de informação. Mas em padrões regionais, ela também pode representar grandes problemas. Segundo o CETIC, mais de 58% dos usuários de internet no Brasil têm entre 18 e 24 anos, sendo que os níveis de analfabetismo funcional apresentam seus maiores índices nessa faixa de idade, o que comprova que o nível linguístico-cultural do usuário não é lá uma maravilha. O redator de um site deve produzir seus textos segundo alguns parâmetros básicos da arquitetura de informação para que não hajam problemas relacionados tanto pelo vocabulário limitado da maioria dos usuários, quanto pela utilização de termos técnicos, neologismos e uma infinidade de "tralhas" linguísticas que são resultado das constantes mudanças na sociedade.
Determinar o público alvo de um projeto de mídia (afinal, internet é o quê?) é a principal maneira de se evitar problemas linguísticos. Não se deve também ofender a inteligência do usuário usando palavras simplificadas ao extremo em lugares onde se espera um nivel cultural mais elevado deste, mas isso não justifica relativizar e usar expressões fora do padrão só para agradar. Os meios de comunicação são feitos para acrescentar algo ao receptor, não para deixá-lo mais burro ( teoricamente... )
