Paixões proibidas

    Antes que você pense que estou fazendo resenha dos capítulos das novelas da record (band, sbt, sei lá) , só para aumentar a audiência, saiba que ainda não tenho filhos para criar, então meu desespero financeiro não é tão grande. Recentemente li um livro que falava sobre como nós lidamos com as paixões e emoções, e nele dizia que nossas paixões podem ser morais ou intelectuais. Paixões morais são aquelas que todo mundo conhece; paixão pelo conforto, pela namorada, pela diversão, enfim, todo mundo está cansado de ser confrontado (e derrotado) por suas paixões. Já as paixões intelectuais, essas sim merecem agora, um pouquinho mais de atenção.

    Paixão intelectual é a paixão pelo conhecimento. Fica até bonito  pensar em alguém que tenha verdadeiro prazer em aprender coisas, mas como toda paixão, ela pode ter algo de proibido. O grande problema de se apaixonar pelo conhecimento, é cair no eruditismo. Intelectualismo, eu diria. Muito diferente de quem tem amor pelo conhecimento. Amor exige um compromisso, doação de si mesmo para o que se ama, para que isso gere algo bom ou o bem como fim simplesmente. Logo, os que amam o conhecimento, têm um compromisso com suas idéias, e com as informações que aprende, e fazem ( ou pelo menos tentam fazer), algo de bom com elas.

    Pra fugir um pouco do filosofismo, vou dar exemplos práticos. Os apaixonados pelo conhecimento, estão preocupados em saciar o próprio prazer. São aqueles que gostam de uma discussão onde sempre sai alguém humilhado, que gostam de escrutinar detalhes irrelevantes quando avaliam algo, em busca de erros primários que servem de material para uma bom esporro no avaliado. Acho que muita gente já teve a feliz oportunidade de cruzar com alguém assim. Feliz porque teve a oportunidade de reconhecer, o quanto é lamentável alguém possuir um conhecimento respeitável sobre alguma coisa e usá-lo  mesquinhamente para massagear o próprio ego.

 Amar o conhecimento é muito diferente de ter paixão por ele. Pragmaticamente, devemos saber o porquê é bom sabermos o que sabemos.Ter paciência com as pessoas que sabem menos, e respeito pelas que sabem mais.  Falar de amor e paixão  é meio compllicado, mas é a gangorra onde nossa vida se equilibra, em todos os aspectos. Ame mais, apaixone-se com calma.

Depois dessa acho que vou ver novela um pouco ...

2 Comentários

Definir se alguém ama em vez de estar apaixonado, é preciso analisar quanto tempo o indivíduo busca esse conhecimento. A paixão é passageira. Ficar um, dois, cinco, dez, até quinze anos nesse mundo maldito de discussões é fácil, a paixão facilita isso, agora quero ver ficar em busca de tal conhecimento por mais do que uns 20 anos e cada dia que você acorda, logo quer ler algo sobre.

Paixão é uma merda, mas ao mesmo tempo pode ser a fonte do nosso pão de cada dia. rs, mas não deixa de ser uma merda. Provavelmente esse seja um pensamento de alguém que ama em relação aos apaixonados.

Por isso eu admiro a idealismo do pessoal do software livre, eles realmente amam.

Vinícius Krause diz:

Valeu pelo primeiro comentário !

Sobre este post

Esta página contém uma entrada simples de Vinícius Krause publicada em March 26, 2008 12:03 PM.

Existe crítica construtiva ? foi o post anterior.

Semiótica viciada: identidade do usuário X identidade institucional. é o próximo post.

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