Esta é uma rotina básica de Arquitetura de Informação que eu fiz a partir do tutorial publicado no webmonkey e traduzido por João Bruni. Adicionei umas coisinhas, tirei outras, mas de uma forma geral, é um bom começo pra se fazer um site decente. Se você ainda não tem experiência e achar interessante seguir esta metodologia, imprima este resumo e cole na porta da sua geladeira até terminar o projeto em que está envolvido, e vá marcando os passos já completados. Algun Termos podem ser difíceis de entender, mas nada que uma visitinha no site do João não resolva.
Lição 1 - Definindo Objetivos
1.1- Objetivos
Coleção formal
Coleção Informal
1.2 - Perguntas
Qual é a missão e o propósito da organização?
Quais são os objetivos de curto-prazo e de longo-prazo do site?
Quais são os públicos-alvo?
Por que as pessoas irão visitar o seu site?
1.3 - Seleção de Respostas
Seleção
Card-Sorting com público alvo selecionado
Lição 2 - Definindo o Público Alvo e Competidores
2.1 - Definindo a experiência do usuário.
Avaliar quem está envolvido e quais os conhecimentos de cada um em relação ao conteúdo do site.
2.2 - Definir o Público Alvo
Definir todos os possíveis públicos-alvos do site e seus respectivos interesses. Agrupar em categorias se necessário.
2.3 - Criar cenários
Criar cenários, histórias, condições de utilização do site.
2.4. - Análise Competitiva
Análisar aspectos de linguagem e tecnologia da concorrência. Uma tabela ajuda.
Lição 3 - Conteúdo
3.1 - Conteúdo
Quais componentes de conteúdo o site precisa?
Quais tipos de funcionalidades tecnológicas serão necessárias
Criar uma lista de conteúdo.
Separar este conteúdo em categorias.
3.2 - Identificar o conteúdo e requisitos funcionais.
Tipos de conteúdo: estático, dinâmico, funcional e transacional
Necessidades tecnológicas de cada um.
3.3 - Agrupar e Rotular o Conteúdo
Card Sorting do inventário de conteúdo entre os envolvidos no projeto.
Documentar os resultados
Lição 4 - Estrutura do Site
4.1 - Estrutura
Metáforas Organizacionais
Metáforas Funcionais
Metáforas Visuais
4.2 - Esculpindo
Mapa hierárquico e Organograma
4.3 - Definir a Navegação
Definição, a partir de Fluxograma, de Macronavegação Micronavegação, Navegação Global e Local.
4.4 - Documentar o processo.
Lição 5 - Aspectos Visuais
Scatch
Wireframe
Grids de Layout
Localização do usuário nas páginas
Até que enfim sobrou um tempinho para publicar os slides da palestra que eu dei no dia 20 de junho no escritório da Terraforum de Curitiba. Como eu usei os slides para acompanhar a apresentação falada, talvez seja meio difícil entender a ligação entre alguns conceitos, mas qualquer coisa é só comentar, perguntar, cutucar, enfim ... mostrando que leu já está bom demais.
Voltando depois de um bom tempo, quero falar sobre um tema que é chave no crescimento do ser humano: leitura. E pra isso vou começar repassando algumas dicas do renomado pesquisador literário, Sr. Mortimer Adler, em um de seus maiores Best-Sellers, How to read a book, que em português foi traduzido por Como ler um livro, ou A arte de Ler;
Em primeiro lugar, temos que identificar o objetivo, da leitura, ou seja, para quê vamos ler um determinado livro. Dependendo do que temos em mãos, é que se decidirá de que maneira esse livro deve ser lido.
À priori, existem 3 tipos de leitura; leitura para se informar, para se entreter e para crescer em entendimento. Cada uma requer um tipo diferenciado de tratamento e isso será tratado neste blog em breve. Assim como existem diversos tipos de objetivos, existem também níveis de leitura que são cumulativos, ou seja, fazem parte um do outro até que se alcança o nível maior que compreende todos os anteriores.
Os Níveis de leitura são 4: Leitura elementar, inspecional, analítica e sintópica. Neste post vou falar um pouco apenas sobre a leitura elementar.
A leitura elementar consiste no processo de reconhecimento de um código padrão (caracteres impressos) e no desenvolvimento da habilidade de reconhecer esses códigos. Só. As pessoas que detêm somente o nível de leitura elementar, são capazes de reconhecer o sentido das palavras de um ou mais idiomas, mas não têm uma formação suficiente para estabelecer relações entre conceitos. A leitura elementar começa no aprendizado infantil, quando se reconhece no ser humano uma prontidão à leitura que evolui para uma capacidade limitada de reconhecimento e assimilação de símbolos básicos e chega a um nível primário de interpretação geralmente quando o indivíduo encontra-se no fim da 9ª série atual. Pode-se dizer, grosso modo, que o indivíduo é capaz de reconhecer que o rato roeu a roupa do rei de roma, mas não será capaz de refletir nas causas que levaram o bicho a cometer tal ato, ou porquê não tinha uma ratoeira na sala do rei, ou que essa afirmação é simplesmente absurda porque a cidade de roma não tem rei e esse incidente é meramente um trava-língua.
Por enquanto é só. Não vou resumir aqui o livro inteiro do sr. Adler, mas vou colocando os pontos capitais à medida em que eu também assimilar essas idéias. Pra finalizar essa primeira lição, é importante dizer que a leitura tem que ser ativa. Ler bem requer esforço e habilidade, e as principais diretrizes dessas habilidades são encontradas no livro. A não ser á claro que se esteja lendo por recreação, aí o que manda é a sensação de bem-estar proporcionada pela leitura. Por isso mesmo é que não se deve ler livros de conteúdo importante para seu entendimento por lazer. Esses merecem ter a devida atenção e o devido esforço do leitor.
Saia da internet e vá ler um livro!!!
Credo! Em primeiro lugar vamos definir os conceitos usados no título. Edição é o processo de seleção de informações para uma melhor adequação em um espaço restrito, seja este espaço visual, sonoro ou outro canal qualquer de informação. Mídias não- lineares são o oposto de mídias-lineares. Óbvio não? Não. Mídias lineares são aquelas em que temos um caminho pré-definido a percorrer no processo de recepção da informação. É o caso da televisão, jornal, revistas, rádio, enfim, qualquer meio em que as informações vêm em uma sequência definida pelo próprio meio, definida pela pessoa do editor.
Quando falamos de mídias não-lineares (Internet, CD-ROM etc.) o receptor tem uma série de caminhos a seguir a partir de um ponto inicial que são definidos por ele próprio. Contudo, o site bem planejado terá uma estrutra que conduza o usuário a absorver as informações necessárias à ele da forma mais rápida e eficiente possível. Esta indução será planejada pelo arquiteto de informação,logo ele irá definir onde estarão os maiores focos de interesse do site e conduzir os usuários por eles, lembrando que, os pontos de interesse podem variar de pessoa para pessoa.
Falando de resultados, toda mídia seja ela impressa, digital, televisiva, radiofônica, têm objetivos e esperam por resultados. Sendo que os resultados são o fim comum dos meios de comunicação, estes devem pensar o máximo possível na reação do receptor frente as informações que este meio produz. Se no caso das mídias lineares esta reação é planejada pelo editor, nos meios não-lineares ela será pensada também pelo arquiteto de informação.
Também porque papel do editor não está obsoleto quando se trata de informações digitais. Mais nestes meios de comunicação, o entendimento do usuário está sujeito a sequência de informações que ele acessa, uma vez que essa sequência não é fechada e inviolável como na TV por exemplo. Portanto, a clara compreensão das informações de um site pelo usuário, é responsabilidade compartilhada pelo editor e pelo arquiteto de informação.
Lendo um artigo no site da Terra Forum, empresa de consultoria em gestão do conhecimento, percebi um vício de semiótica que os comunicadores em geral costumam ter e já vou explicar qual . No artigo, o Doutor José Claudio Terra, diz que a identidade visual do site transmite informações sobre o caráter da empresa, ou sobre o seu posicionamento na sociedade, sendo que instituições sérias como empresas de grande porte e de operacionalização complexa, têm sites mais sóbrios e com uma disposição de cores e elementos visuais mais sérios, ao passo que sites infantis ou de entretenimento permitem uma maior liberdade autoral e um conceito imagético mais alegre, dinâmico, feliz.
Até aí nada de novo ou nada de errado. Quem estudou um pouco de teoria da comunicação, lembra da parábola de Umberto Eco, quando ele diz que o hábito faz o monge, e que, evidentemente, nos comunicamos através da nossa apresentação visual. O que eu quero contestar neste post, é o fato de algumas instituições incorporarem uma identidade visual, ou retórica, que corresponde a sua tradição, ou conteúdo, mas que não fazem parte do imaginário social do público que pretende atingir, fracassando em seus objetivos.
Será que um banco necessita ter uma identidade visual séria, sombria? Qual é o objetivo da mensagem? Dizer que tratar de assuntos financeiros é monótono, burocrático e complicado? Pode até ser, mas o banco com certeza teria resultados muito mais efetivos se tratasse o assunto de uma forma natural e descontraída, enfatizando os benefícios práticos dos seus produtos e serviços. Tanto é, que prestando um pouco mais de atenção nas campanhas publicitárias de intituições financeiras, vemos que o discurso anda bem mais descontraído e direcionado ao público, principalmente através de mídias digitais(quem lembra do sou assim e sou feliz do HSBC?).
O que será que é mais importante? O conceito social de uma empresa ou os objetivos que ela pretende alcançar? A resposta é: Os dois! Até porque, tratando-se de comunicação, a identidade comunicacional de uma insituição está diretamente relacionada com os objetivos que ela alcança ou deixa de alcançar.
Para acabar com esta disputa entre a identidade que a empresa ostenta e a que o usuário prefere, é preciso acabar com vícios característicos do estudo da semiótica, de determinar que um segmento X é sério e o segmento Y é leve, descontraído. O que deve determinar o conceito comunicacional de uma empresa são os aspectos culturais e necessidades dos seus receptores (leia-se usuários), e o resultado que se espera obter deles, assim como em qualquer processo comunicativo.
Com base nisto, a partir de agora, vou defender sites de seguro funerário com piadinhas de duplo-sentido.
Paixão intelectual é a paixão pelo conhecimento. Fica até bonito pensar em alguém que tenha verdadeiro prazer em aprender coisas, mas como toda paixão, ela pode ter algo de proibido. O grande problema de se apaixonar pelo conhecimento, é cair no eruditismo. Intelectualismo, eu diria. Muito diferente de quem tem amor pelo conhecimento. Amor exige um compromisso, doação de si mesmo para o que se ama, para que isso gere algo bom ou o bem como fim simplesmente. Logo, os que amam o conhecimento, têm um compromisso com suas idéias, e com as informações que aprende, e fazem ( ou pelo menos tentam fazer), algo de bom com elas.
Pra fugir um pouco do filosofismo, vou dar exemplos práticos. Os apaixonados pelo conhecimento, estão preocupados em saciar o próprio prazer. São aqueles que gostam de uma discussão onde sempre sai alguém humilhado, que gostam de escrutinar detalhes irrelevantes quando avaliam algo, em busca de erros primários que servem de material para uma bom esporro no avaliado. Acho que muita gente já teve a feliz oportunidade de cruzar com alguém assim. Feliz porque teve a oportunidade de reconhecer, o quanto é lamentável alguém possuir um conhecimento respeitável sobre alguma coisa e usá-lo mesquinhamente para massagear o próprio ego.
Amar o conhecimento é muito diferente de ter paixão por ele. Pragmaticamente, devemos saber o porquê é bom sabermos o que sabemos.Ter paciência com as pessoas que sabem menos, e respeito pelas que sabem mais. Falar de amor e paixão é meio compllicado, mas é a gangorra onde nossa vida se equilibra, em todos os aspectos. Ame mais, apaixone-se com calma.
Depois dessa acho que vou ver novela um pouco ...

Criticar é um vício do ser humano pensante. A partir do momento que recebemos o dom de criar, veio junto no pacote um outro dom inerente que é o da crítica. Mas isso é bom. Por um lado, a crítica serve como um ponto de partida na organização dos mais de seis bilhões de universos diferentes que são a mente de cada ser humano. Quando um desses universos decide se manifestar, imediatamente os que se identificam com ele se aglomeram, se organizam e põe suas ações em marcha. O problema é que esses conluios continuam avançando em seu processo comunicacional até se deparar com outros grupos que podem pensar de forma igual, parecida ou totalmente diferente.
O problema principal dessa situação é que a própria crítica passa a se tornar o centro das atenções. Um exemplo disto é a batalha ideológica entre esquerda e direita, que tem focado seus esforços em derrubar o adversário em lugar de se preocupar com o real assunto de interesse, nesse caso, o povo governado. A crítica é uma excelente forma de expressão até o momento em que ela toma o lugar do assunto criticado. Toda crítica passional é suspeita. Independente do que está sendo criticado, a boa crítica é aquela que analisa o que é belo ou bom, segundo o que é verdadeiro e filtrado pela razão.
Antes de descer o verbo em tudo que achamos errado por aí, é importante refletir em que realmente se fundamenta a nossa indignação. Mesmo em coisas simples. Se vemos um buraco na rua ficamos indignados por que o maldito governo capitalista é corrupto e deve ser derrubado, ou o problema é realmente o buraco que incomoda quem passa por ali? É claro que o buraco é consequência desta corrupção, mas o objetivo real de acabar com ela tem que ser os buracos e não a simples raiva contra o "sistema".
Na próxima vez que você vir um site com uma usabilidade tão boa quanto a de uma carreta no centro da cidade, pense se o seu real objetivo de crítica é o usuário que vai sofrer ao entrar ali ou se você está tendo uma reação passional e quer botar fogo no desenvolvedor só porque ele usou flash na estrutura do projeto. No fim das contas, toda idéia tem um fim comum: o bem do ser humano. Qualquer ideologia que se coloque acima disso, é vaidade intelectual e não merece atenção de quem quer o bem pra todos.
Um bom site é aquele que não precisa de mapa. Por mais complexo que seja o conteúdo, a organização inteligente deste tem que ser o suficiente para que o usuário possa encontrar o que necessita sem pensar: "é, vou ter que olhar o mapa, porque por aqui está difícil", ora se está difícil, é porque está ruim, se está ruim é porque precisa ser modificado.
O mapa do site deve ser uma ferramenta usada pelo arquiteto de informação para organizar os conceitos e gerenciar o conteúdo a partir de um rol de dados organizados. A partir deste mapa instrumental é que se deve planejar a disposição dos elementos na página de forma que estes fiquem ainda mais inteligíveis do que no mapa inicial. O site map serve para suprir uma deficiência, mas se podemos curar o paralítico para que preocupar-se com a muleta?
Excetuando sinais de fumaça, desenhinhos rudimentares e grunhidos, a linguagem da fala e da escrita é a maneira mais primária de comunicação entre os seres humanos. Tão primária (estruturalisticamente falando) que apesar das vertiginosas alterações no mercado da comunicação, ainda não se inventou algo que substituísse efetivamente o uso de palavras. Evidentemente, informações chaves para determinadas ações já podem ser representadas por signos (imagine um sinal de trânsito luminoso onde alternassem as palavras "pare, atenção e passe"), mas informação consistente, coesa e de significado minimamente complexo depende de argumentação permeada por conceitos linguísticos para ser entendida.
Quando se fala em parâmetros mundiais, a língua é o maior desafio da arquitetura de informação. Mas em padrões regionais, ela também pode representar grandes problemas. Segundo o CETIC, mais de 58% dos usuários de internet no Brasil têm entre 18 e 24 anos, sendo que os níveis de analfabetismo funcional apresentam seus maiores índices nessa faixa de idade, o que comprova que o nível linguístico-cultural do usuário não é lá uma maravilha. O redator de um site deve produzir seus textos segundo alguns parâmetros básicos da arquitetura de informação para que não hajam problemas relacionados tanto pelo vocabulário limitado da maioria dos usuários, quanto pela utilização de termos técnicos, neologismos e uma infinidade de "tralhas" linguísticas que são resultado das constantes mudanças na sociedade.
Determinar o público alvo de um projeto de mídia (afinal, internet é o quê?) é a principal maneira de se evitar problemas linguísticos. Não se deve também ofender a inteligência do usuário usando palavras simplificadas ao extremo em lugares onde se espera um nivel cultural mais elevado deste, mas isso não justifica relativizar e usar expressões fora do padrão só para agradar. Os meios de comunicação são feitos para acrescentar algo ao receptor, não para deixá-lo mais burro ( teoricamente... )
Desde a invenção da fala que o homem se esmera em resolver seu maior problema: se comunicar. Grande parte dos problemas da humanidade seriam resolvidos em dois segundos, caso esse aspecto da vida fosse resolvido com eficiência e objetividade. Mas a pergunta que insiste em infernizar a humanidade continua na cabeça de teólogos, sociologos, jornalistas, e de uma série de outros setores da sociedade,enfim, porque as pessoas não se entendem??
A fim de ser mais uma erva daninha nessa gigantesca selva que é o pensamento humano, estou criando esse blog para dar o meu pitaco na formação desse sistema. Comunicação não é uma ciência limitada aos apelos insanos da indústria da opinião estigmatizada ou da publicidade inconsequente, mas sim, um aspecto da sobrevivência - e da experiência - humana, tão importante quanto comer, beber e se reproduzir. Se os ponteiros desse grande e descontrolado relógio que é o pensamento humano não forem acertados, e colocados em consonância de uma forma universal, estaremos condenados à extinção não pela falta de água, comida ou pelo calor escaldante causado pelo aquecimento global, mas pela falta de conhecimento e de tolerância.
Claro que essa teoria do caos é um tanto catastrófica para um primeiro post, mas a idéia é esta. Informação que não causa um efeito objetivo vale menos que uma playboy da Hortência. Nesse blog, o importante é a informação, os estragos e as maravilhas que ela pode causar dependendo das maneiras que ela pode ser produzida e interpretada. Arquitetura de informação, semiótica, linguística, antropologia cultural, literatura, filosofia, análise de linguagens midiáticas são algumas das suntuosas ferramentas que vão ser usadas nessa bendita tarefa de fazer o homem se comunicar melhor para viver melhor.
Se você é jovem e não quer ver seu filho brincando com bonecos atóxicos de "super Bin-laden X Papa-atômico - o caçador de homossexuais subversivos" é melhor começar a se preocupar melhor com o mundo em que está vivendo. Comunique-se, informe-se, aprenda. Como dizem os sábios prolóquios dos narcóticos anônimos; você não faz mais do que a sua obrigação.

